Simpósio Brasileiro de Biologia Subterrânea

       

A UFLA – Universidade Federal de Lavras por muitas décadas foi uma instituição de cunho essencialmente agrícola, no entanto nos últimos vinte anos tem se destacado entre as universidades do Brasil na área de ciências biológicas, humanas e mais recentemente na área da saúde. A universidade sedia eventos regionais, nacionais e internacionais, sendo destaque mundial como universidade ambientalmente correta e comprometida com a qualidade da água. Cursos de graduação e pós-graduação reconhecidos pelo MEC e CAPES também demonstram forte envolvimento com questões ambientais por meio de pesquisas e aplicações destas. Neste cenário se encontra o Centro de Estudos em Biologia Subterrânea (CEBS), que nos últimos 12 anos vem desenvolvendo atividades de pesquisa e extensão dentro e fora da universidade. O CEBS apresenta a maior e mais completa coleção científica de invertebrados subterrâneos da América Latina. Professores, pesquisadores parceiros, alunos de graduação e pós-graduação já descreveram 98 novas espécies, 10 gêneros, 1 subfamília, 2 famílias e 1 subordem, além de desenvolver trabalhos com Ecologia de organismos cavernícolas e organizar o Simpósio Brasileiro de Biologia Subterrânea (SBBS) desde 2015.

Dentre os ecossistemas mais desconhecidos do planeta estão os sistemas subterrâneos. Todo ano, dezenas de novas espécies provenientes destes ambientes têm sido descritas, o que demonstra o quanto ainda há para se descobrir.

A Bioespeleologia representa o estudo biológico do ambiente subterrâneo, abordando os aspectos ecológicos e evolutivos deste ecossistema. Nos estudos bioespeleológicos são realizados a caracterização ambiental do sistema subterrâneo, identificação da fauna presente, dos recursos disponíveis e das suas principais vias de importação. A Bioespeleologia é a ciência ou esporte que tem por objeto o estudo ou a exploração das cavidades naturais do solo (cavernas, grutas): Martel foi o fundador da espeleologia.

O mundo subterrâneo, desde cedo, cativou o homem e muito se extrapolou sobre monstros que habitavam as profundezas das cavernas. A história da bioespeleologia começa em 1689, quando Barão Johann Weichard Valvasor descreve a existência de um dragão que habita o mundo subterrâneo, que 79 anos é descrito por Laurenti como sendo o anfíbio troglóbio Proteus anguinus. Em 1831, o Conde Franz von Hohenwart recolhe o primeiro coleóptero cavernícola, Leptodirus hochenwartii. Ainda no século XIX, Schiodte publica Specimen Faunae subterraneae, uma extensa obra onde descreve e introduz o conceito de Espeleobotânica, que viria a cair em desuso pelo fato das plantas apenas habitarem as zonas de entrad a penumbra das cavidades. Só em 1904, Armand Viré introduz o termo Bioespeleologia. Em 1949, Renné Jeannel funda, em França, o Laboratório Subterrâneo de Moulis. Emil Racovitza (1868-1947) de nacionalidade romena, é considerado o pai da bioespeleologia. Com os seus discípulos realizou mais de 50 expedições por toda a Europa, América e África. No ano de 1907, publica “Essai sur les problemes biospeologiques”, obra dedicada à problemática do estudo de troglóbios, que marca definitivamente a individualização do estudo da fauna cavernícola. Em 1965, A.Vandel, na altura diretor do laboratório subterrâneo, publica Biospéologie, la biologie des animaux cavernicoles em 1965, uma obra de referência incontornável, que recolhe a maioria da informação até à época. Em 1980, é descrito pela primeira vez o Meio Subterrâneo Superficial (MSS), abrindo novos horizontes à biologia das espécies hipógeas e alargando enormemente a sua área de distribuição, que se julgava anteriormente, confinada às cavidades.

Público Alvo:

Estudantes de graduação, pós-graduação, empresários, analistas ambientais, membros de órgãos fiscalizadores e gestores do patrimônio espeleológico brasileiro, consultores, biólogos, geólogos e espeleólogos em geral.

Programação:

O projeto consiste em realizar a segunda edição do Simpósio Brasileiro de Biologia Subterrânea, a qual tem o intuito de divulgar todo conhecimento produzido pelas pesquisas nas áreas de Biologia e Geologia, desenvolvidas em ambiente subterrâneo, bem como promover a integração entre o público alvo do evento.


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